Rigidez – 3ª parte

– Ser flexível não quer dizer perda de personalidade ou “ser volúvel”, mas ser acessível à compreensão das coisas e pessoas –

Para melhorarmos as circunstâncias de nossa vida, precisamos transformar nossos padrões de pensamentos limitadores.

Isolando-nos dentro dessas fronteiras estreitas, passamos a encarar o mundo de forma reduzida e nos condicionamos a pensar que a vida é uma fatal provação. Assim, não mais vivemos intensamente, limitando-nos apenas a sobreviver.

Explorando opções, diversificando nossas opiniões, conceitos, atitudes e recolhendo os frutos do progresso aqui e acolá, teremos expandida a nossa visão, que será a base para agirmos com prudência e maleabilidade diante das nossas decisões.

A arquitetura de uma ponte prevê os movimentos oscilatórios, para que sua estrutura não sofra dano algum. As estruturas imobilizadas nunca são tão fortes como as flexíveis.

Mentalidades rígidas não são consideradas desembaraçadas e rápidas, pois nunca estão prontas para mudar ou para receber novas informações.

“…Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem.”

“…Todas as paixões tem seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. (…) A paixão dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento…”

Paixões podem ser consideradas predisposições impetuosas e violentas, se levadas ao estremo. Elas atingem as diversas áreas do relacionamento humano como, por exemplo, a política, a social, a afetiva, a religiosidade e a sexual.

exagero

  • Predileção pelo lucro é útil; o exagero é cobiça.
  • Predileção pelo afeto é valorosa; o exagero é apego.
  • Predileção pela religião é evolução; o exagero é fanatismo.
  • Predileção pela casa é necessária; o exagero é futilidade.
  • Predileção pelo lazer é saudável; o exagero é ociosidade.

Entendemos, portanto, que a predileção pelas nossas convicções é racional, mas o exagero é inflexibilidade, obstinação, ou seja, paixão.

Ser flexível não quer dizer perda de personalidade ou “ser volúvel”, mas ser acessível à compreensão das coisas e pessoas. Encontramos criaturas que se mantêm presas durante anos e anos a conceitos e crenças imobilizadoras. Convergiram toda a sua atenção para sentimentos, objetivos ou pensamentos obstinados, dificultando uma amplitude de raciocínio e discernimento.

Esse fenômeno não somente ocorre no mundo físico, mas também com as criaturas na vida espiritual, que permanecem estacionadas, compulsoriamente, a uma paixão doentia ligada a uma ideia única.

Criando uma pluralidade de pensamentos reflexivos, teremos, obviamente, um melhor discernimento para perceber, escutar, ler, aprender e seguir nossos caminhos.

Nossa saúde mental está intimamente ligada a nossa capacidade de adaptação ao meio em que vivemos, e nosso progresso intelectual se expressa por meio da habilidade psicológica de associação de ideias.

Na atualidade, os estudiosos da mente acreditam que os indivíduos duros e intransigentes, por não se adaptarem à realidade das coisas, possuem uma maior predisposição para a psicose. Fogem para um universo irreal, classificado como loucura. Essa fuga é, por certo, uma forma de adaptação, para que possam sobreviver no mundo social que eles relutam em aceitar.

Deixar a rigidez mental é fator básico para o crescimento interior. Para aprendermos o “bem viver”, é preciso que abandonemos as condutas da paixão, quer dizer, das emoções exageradas. As atitudes inovadoras e consideradas inusitadas na vida dos grandes homens foram as que fizeram com que eles fossem denominados criaturas extraordinárias.

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Charlie Chaplin e Mahatma Gandhi

Frida Kahlo e Leon Trotsky, 1937

James Brown, Brian Jones, Keith Richards and Mick Jagger

Brian May, Freddie Mercury, Diego Maradona e Roger Taylor

John Lennon e Mick Jagger

Salvador Dali e Coco Chanel

Elvis Presley e Muhammad Ali

George Harrinson e Bob Marley

Le Corbusier and Albert EinsteinLe Corbusier and Albert Einstein

Stevie Wonder & Bob Marley

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Bob Marley, Mick Jagger and Peter Tosh

Jesus Cristo, o Sublime Renovador das Almas, é considerado a maior personalidade “sui generis” de toda a humanidade. O Mestre não somente teve procedimentos e atitudes nobres, mas também inéditos e inovadores, substituindo toda uma forma de pensar rígida, impetuosa e fanática dos homens de caráter austero e intolerante que viviam em sua época.

– Questão 908 –
Como se poderá determinar o limite onde as paixões deixam de ser boas para se tornarem más?
“As paixões são como um corcel, que só tem utilidade quando governado e que se torna perigoso desde que passe a governar. Uma paixão se torna perigosa a partir do momento em que deixais de poder governa-la e que dá em resultado um prejuízo qualquer para vós mesmos, ou para outrem.”
Nota – As paixões são alavancas que duplicam as forças do homem e o auxiliam na execução dos desígnios da Providência. Mas, se, em vez de as dirigir, deixa que elas o dirijam, cai o homem nos excessos e a própria força que, manejada pelas suas mãos, poderia produzir o bem, contra ele se volta e o esmaga.
Todas as paixões tem seu princípio num sentimento, ou numa necessidade natural. O princípio das paixões não é assim, um mal, pois que assenta numa das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é a exageração de uma necessidade ou de um sentimento. Está no excesso e não na causa e este excesso se torna um mal, quando tem como consequência um mal qualquer (…)


“As Dores da alma”
Francisco do Espírito Santo Neto
ditado por HAMMED

próximo: Ansiedade
– A reunião de todas as nossas ansiedades não poderá alterar nosso destino; somente nosso empenho, determinação e vontade no momento presente é que poderá transformá-lo para melhor –

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Sobre Alexandre de Castro

Ser Humano que busca obter êxito ao praticar o altruísmo, pois aprendi que, apenas mantenho o que Dele recebo, quando compartilho com o meu igual: Você.
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