2/23 – Autêntica Liderança

Fatores limitantes

“Frequento um *local religioso onde há enorme rivalidade entre dois grupos. E uma verdadeira guerra dissimulada entre duas pessoas. Uma quer continuar a ser o Líder; a outra quer o lugar daquela, a qualquer preço. Por trás, existe um interesse mesquinho e particularista em servir e agradar os seareiros, a fim de conquistar simpatia e amizade e, como resultado, obter adeptos de uma causa própria. Como entender tudo isso? Qual deve ser minha posição num lugar onde se ensina união, solidariedade e amor e, no entanto, disfarçadamente, atacam e rebaixam uns aos outros?”


Expandindo nossos horizontes

O homem livre não precisa dominar outras criaturas, porquanto a liberdade é um sentimento oposto ao desejo de mando. Os dominadores são aqueles que não conseguem sentir-se valorizados como pessoa, a não ser quando estão dominando os outros.

Quem é livre realmente não pretende ser mestre de ninguém. Descobriu que não é tão pequeno quanto pensou, nem tão admirável quanto gostaria de ser. Simplesmente resgatou a ideia de que é a principal autoridade em seu mundo íntimo, e não no mundo dos outros.

O ser liberto faz sua caminhada evolucional sabendo que a própria existência depende exclusivamente de sua autocompreensão. Entendeu que, na cidade da vida, quando pensamos estar subindo a rua da felicidade, às vezes podemos estar descendo a ladeira da decepção. Há diversas formas de se atingir uma liderança. Descreveremos apenas duas, para que você possa discernir a situação que vivencia: a do líder nato e a do líder calculista ou produzido.

O líder natural é criativo e engenhoso, traz das vidas passadas um manancial expressivo de experiências e conhecimentos. Essa liderança vem revestida de carisma, organização e equilíbrio na capacidade de comando. Identifica-se com os ideais de um grupo e os representa bem; é firme e objetiva, inspira confiança, pois sempre está segura do que realiza.

Talvez possamos fazer uma analogia entre os líderes natos e Íris, a mensageira dos deuses gregos. Ela, segundo a mitologia, aparecia para os mortais em forma de arco-íris.

Esses líderes também são arcos coloridos e iluminados; fazem uma ponte entre a Terra e o Céu. De modo geral, estão ligados a famílias espirituais, que lhes dão ampla assistência do plano invisível. Realizam, incansavelmente, uma tarefa de amor em consonância com as altas esferas a que se acham vinculados pelas leis de afinidade ou simpatia. Aprenderam a ouvir para auxiliar, sem a presunção de resolver. Entendem em profundidade a função da dor e mantém a fé sempre renovada. Possuem um bom humor extraordinário pelo fato de – tentando cumprir proveitosamente sua missão terrena – se acharem bem consigo mesmos.

Jesus Cristo é o exemplo magno da autêntica liderança. Considerado o Líder dos líderes, reformou as regras religiosas e sociais da época, iluminando a Terra com sua sublime mensagem. Os que saem dos padrões rigorosos do convencional é que impulsionam o progresso da humanidade.

O líder nato é original, ou seja, é ele mesmo; não copia ninguém. Não se limita a seguir caminhos já percorridos; tem a capacidade de elaborar concepções novas e encontrar soluções inéditas para antigos problemas. A par disso, participa ativamente de todas as realizações da Casa Espírita, recebendo sempre com simpatia e sensatez quaisquer críticas ou sugestões destinadas ao aprimoramento das tarefas.

Os líderes calculistas ou produzidos muitas vezes são homens dominados pela paixão do comando e da autoridade. Valem-se da força e do discernimento que os líderes natos lhes emprestam. Depositam sua segurança neles, e não em si mesmos. Vivem à sombra das opiniões.

O líder produzido assemelha-se à flor-de-lis. Vaidosa, porque era usada como emblema dos reis de França. Cresce lançando seu olhar superior para as outras flores que a circundam, como um rei olharia para seus vassalos. Comumente, encontra pessoas imaturas que o acompanham.

É manipulador, mexe “os cordões de suas marionetes”, usando-as em benefício pessoal e fazendo-as viver como robôs – sem vontade própria. Seus adeptos acreditam ser idealistas e autodeterminados, não se dando conta de que, por detrás das cortinas, existe alguém guiando o espetáculo, onde a estrela não é o ideal espírita-cristão, é ele mesmo.

Esses seguidores desavisados são flores frágeis, medrosas e sem resistência; entrelaçam-se como trepadeiras nos outros, buscando segurança e equilíbrio. Os líderes produzidos, que se utilizam do poder de persuasão por meio de uma voz meiga e amistosa, são paternalistas. Querem arrumar e resolver problemas que não são de sua competência, demonstrando empenho oportunista em relação ao bem-estar das pessoas. Instigam seus simpatizantes contra o inimigo imaginário, pensando, assim, obter união da equipe que dirigem.

Quando manipulamos o outro, atraímos para nós sua vida. Ele passará a fazer parte de nosso destino, com todos os seus problemas e necessidades. Dessa forma, são criados muitos elos entre pessoas que não tem afinidade, resultando disso situações complicadas e convivências desastrosas. Esse tipo de liderança imita quase sempre outra, que atingiu o êxito que ela pretende alcançar. É severa condenadora, somente aceita as velhas interpretações com as quais está acostumada, não consegue vislumbrar conceitos inovadores nem criar situações novas.

As rivalidades começam, em muitas circunstâncias, quando admiramos alguém e não conseguimos ser como ele. A discórdia inicia-se não por causa da antipatia, mas porque essa pessoa é um espelho onde vemos o que gostaríamos de ser e não somos.

Você me pergunta como deve entender tudo isso? Eu lhe peço que compreenda que você participa de um grupo de seres humanos em busca de crescimento; não de uma assembléia de anjos. Tenha como ponto pacífico a condição humana e encontre o lado positivo em todas as ocorrências e situações que a vida lhe apresentar.

As maiores oportunidades de aprendizagem surgem em nossa vida disfarçadas em desafios e dificuldades. Não se atenha de forma exclusiva à crítica; lembre-se de que dias sombrios surgem ocasionalmente, mas no final podemos retirar as vantagens do entendimento. Sabemos que o ser humano está em constante processo de aprendizagem; em vista disso, todos podem aprender a liderar convenientemente.

A poda, o corte de uma haste floral, embora pareça não seguir nenhuma regra, deve ser feita próximo ao tronco de onde a haste surgiu. Corte a haste das intrigas e da maledicência de sua vida, observe as pessoas e analise os fatos. Veja por si mesmo a fragilidade dessa situação. Examine os pontos fortes e os fracos e, dessa maneira, encontrará um denominador comum em sua equação existencial. Com essa conduta, você terá subsídios bastantes para tomar uma decisão prudente e sensata.

Conviver e Melhorar
FRANCISCO DO ESPÍRITO SANTO NETO
Ditado por Lourdes Catherine e Batuíra

Legenda
*local religioso = Centro Espírita

O maior exemplo de LIDERANÇA – Como se tornar um líder?


– Próximo –
3/23 – O Dom de Expressão

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Sobre Alexandre de Castro

Ser Humano que busca obter êxito ao praticar o altruísmo, pois aprendi que, apenas mantenho o que Dele recebo, quando compartilho com o meu igual: Você.
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