Oriental

filosofia oriental é a filosofia desenvolvida nos países da Ásia Oriental e do Oriente Médio. Geralmente, a filosofia “oficial” é associada à filosofia desenvolvida na Europa e, mais recentemente, nos Estados Unidos. Porém esta é uma forma discriminatória de se conceber a filosofia, pois esta atividade também é desenvolvida com muita profundidade em outros pontos do mundo, como a Ásia. Este segmento da filosofia abrange o pensamento filosófico desenvolvido historicamente na Índia, no Irã, na China, na Coreia e no Japão, além da filosofia islâmica e da filosofia judaica.

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Oriente quer dizer o lado do sol nascente. No entanto, para além dessa acepção geográfica, a palavra oriente tem naturalmente uma conotação política e cultural – os ocidentais, ou seja, europeus e americanos consideram os asiáticos como orientais, mas já não consideram assim os australianos, nem mesmo os seus aborígenes.

A divisão do mundo em Ocidente e Oriente é conhecida na Europa desde 292 d.C., quando o imperador romano Diocleciano dividiu o Império Romano em duas partes, cada uma administrada por um Augusto e um César (a Tetrarquia), em que a parte oriental se transformou no Império Bizantino. Já Caio Plínio Segundo (também chamado de Plínio, o Velho) referiu-se às gentes do Oriente em sua Naturalis Historia como os Seres.

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Orientalismo (ou orientalística) é um termo comumente utilizado para definir o estudo por cientistas e intelectuais das culturas eurocêntricas do conjunto histórico e cultural teoricamente constituído por todas as sociedades “fora” do contexto ocidental da cultura europeia. O termo é também utilizado para designar a utilização por artistas e criadores ‘ocidentais de elementos, descrições ou imitações culturalmente conotadas com as culturas ditas orientais. Popularizado como um campo de estudo desde o século XVIII, mas tendo adquirido particularidades institucionais a partir do colonialismo moderno do século XIX, o “orientalismo” estudava, sem distinções, um vasto grupo de civilizações que incluem o Extremo Oriente, a Índia, a Ásia Central, o Médio Oriente (vulgarizado pela designação mundo árabe) e mesmo a África, em alguns casos.

O orientalismo serviu com uma ferramenta legitimadora da exploração colonial através de um trabalho de pesquisa pautado, antes de tudo, na hipótese da inferioridade racial e cultural de todas as civilizações não europeias. O seu objectivo, não assumido, foi a busca da justificação do processo imperialista através do discurso de redenção dos “primitivos, inferiores e subdesenvolvidos”.

Tal prática mostrou-se amplamente nociva e eficaz em criar um desinteresse absoluto em conhecer mais profundamente as civilizações asiáticas e africanas, bem como de trabalhar o medo e a desconfiança em relação aos dominados, cujas sociedades eram tidas como “incultas, irracionais e perigosas”.

Somente num período recente tal postura foi revista pelo intelectual Edward Said, em cujo livro “Orientalismo” ficam explícitos como tais expedientes atuam, até os dias de hoje, na construção da imagem do mundo islâmico. Algumas áreas com mais tradição em estudos asiáticos, como a sinologia e a indologia, conseguiram de algum modo superar parte desta carga de preconceito, mas a crítica de como as culturas orientais e africanas são recebidas pelo público ocidental em geral continua válida e atual, como bem demonstraram as reações aos eventos do 11 de Setembro e da Guerra do Iraque.

Pode-se, portanto, afirmar que o orientalismo – em sua tendência ortodoxa – foi uma das teorias criadas em meio as ciências humanas que maior êxito obtiveram em deturpar a mentalidade ocidental sobre o que seria o “oriente”, tornando-o exótico, misterioso, problemático e perigoso.

Bibliografia

E. Said: “Orientalismo – a Invenção do Oriente pelo Ocidente”, Schwabe, Raymond: La Renaissance Orientale, 1950.

No Brasil o Orientalismo, seja através da sinologia, da indologia, ou de ambas, conta com as obras de entre outros, Ricardo Gonçalvez, japanólogo e historiador do budismo japonês; Bruno Sproviero, filósofo e sinólogo; Ricardo Joppert, sinólogo; Jesualdo Correia, linguista e orientalista (sinólogo e indólogo), Joaquim Monteiro, budólogo, assim como mais recentemente André Bueno, sinólogo.

Fonte: Wikipédia

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