Crença

Crença é o estado psicológico em que um indivíduo detém uma proposição ou premissa para a verdade,  ou ainda, uma opinião formada ou convicção.

Crença, conhecimento e epistemologia

Os termos crença e conhecimento são usados ​​de formas diferentes na filosofia.

A Epistemologia é o estudo filosófico do conhecimento e da crença. O principal problema na epistemologia é entender exatamente o que é necessário para que nós tenhamos conhecimento verdadeiro. Em uma noção derivada do diálogo de Platão Teeteto, a filosofia tem tradicionalmente definido conhecimento como “crença verdadeira justificada”. A relação entre crença e conhecimento é que uma crença é o conhecimento, se a crença é verdade e se o crente tem uma justificativa (afirmações/provas /orientações razoáveis ​​e necessariamente plausíveis) para acreditar que é verdade.

A falsa crença não é considerada conhecimento, mesmo que seja sincera. Por exemplo, um crente da teoria da Terra plana não sabe que a Terra é plana. Mais tarde, os epistemólogos por exemplo Gettier (1963) e Goldman (1967), questionaram a definição de “crença verdadeira justificada”.

Como Descartes, Peirce começou diferenciando crença de dúvida, para ele, esses são dois estados de mente relativamente fáceis de distinguir, o estado de dúvida, ele observa, é “um estado irritante e insatisfatório, do qual lutamos para nos libertar”; diferentemente, o estado de crença “é clamo e satisfatório”. Não somente sentido um forte desejo de converte a dúvida em crença, mas chegamos a nos esforçar para manter as crenças que já temos, para evitar cair novamente em dúvida. Peirce diz “Atemo-nos tenazmente, não somente em crer, mas a crer exatamente naquilo que já cremos.”

Crença e psicologia

Na psicologia, o termo crença na auto-eficiência, define a crença de alguém em seu próprio poder de agir de modo efetivo ou de influencia eventos. Associada ao trabalhado de Albert Bandura, a teoria da auto-suficiência argumenta que uma forte crença na auto-suficiência contribui para um senso positivo de lidar com o mundo, portanto está intimamente ligada com a noção de locus interno de controle. De acordo com Bandura, é mais saudável psicologicamente para um indivíduo ter uma crença em sua auto-suficiência levemente mais alta do que a evidência pode garantir, desde que isso o encoraja a assumir tarefas mais difíceis e a persistir nelas.

As crenças são, por vezes, divididas em crenças raiz (que estão ativamente pensadas) e crença disposicionais (a que pode ser atribuída a alguém um que não tenha pensado sobre o assunto). Por exemplo, se perguntado: “você acredita que tigres vestem pijamas?” uma pessoa pode responder que não, apesar do fato de que eles podem nunca ter pensado sobre essa situação antes.

A formação da crença

Os estudos dos Psicólogos estudam a formação das crenças e a relação entre crenças e ações. As crenças se formam a partir de várias maneiras:

  • Tendemos a interiorizar as crenças das pessoas ao nosso redor durante a infância. Albert Einstein é frequentemente citado como tendo dito que “O senso comum é a coleção de preconceitos adquiridos por dezoito anos.” A maioria das pessoas acreditam na religião que foram ensinados na infância.
  • As pessoas podem adotar as crenças de um líder carismático, mesmo que essas crenças desapareçam em face de todas as crenças anteriores e produzam ações que não são claramente de próprio interesse. A crença é voluntária? Indivíduos racionais precisam conciliar sua realidade direta com qualquer dita crença e, portanto, se a crença não está presente ou possível, isso reflete o fato de que as contradições eram necessariamente superadas usando dissonância cognitiva.
  • A propaganda pode formar ou mudar as crenças através da repetição, choque e associação com imagens de sexo, amor, beleza e outras fortes emoções positivas.
  • Trauma físico, especialmente na cabeça, pode alterar radicalmente as crenças de uma pessoa.

No entanto, mesmo as pessoas mais educadas e conscientes do processo pelo qual as crenças se formam, ainda se agarram firmemente às suas crenças e agem de acordo com essas crenças, mesmo contra seu próprio interesse. Na Teoria da Liderança de Anna Rowley, ela afirma: “Você quer que suas crenças mudem. É a prova de que você está mantendo os olhos abertos, vivendo plenamente e aceitando tudo o que o mundo e as pessoas ao seu redor podem lhe ensinar.” Isso significa que as crenças dos povos deve evoluir à medida que ganham novas experiências.

A “crença em”

“Crer em” alguém ou alguma coisa é um conceito distinto de “acreditar que”. Existem dois tipos de “crença em”:

  • Comendatária -uma expressão de confiança em uma pessoa ou entidade, como em “Eu acredito em sua capacidade de fazer o trabalho.”
  • Afirmação existencial – reivindicar a crença na existência de uma entidade ou fenômeno com a necessidade implícita de justificar sua pretensão de existência. É frequentemente usada quando a entidade não é real, ou a sua existência está em dúvida. “Ele acredita em bruxas e fantasmas” ou “muitas crianças acreditam em Papai Noel” são exemplos típicos.

Fonte: Wikipédia

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